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Prémio Literário Vergílio Ferreira

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O Prémio Vergílio Ferreira, instituído pela Universidade de Évora em 1997, destina-se a galardoar anualmente o conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa. relevante no âmbito da narrativa e/ou ensaio. Este prémio é entregue a 1 de março, no mesmo dia em que se assinala o aniversário da morte do seu patrono e autor de 'Aparição'.
O júri decidiu atribuir em 2017 o prémio a Teolinda Gersão pela "alta qualidade da arte narrativa expressa nos vários géneros de ficção clássica, em particular o romance e o conto".O seu percurso, segundo o júri, "adquire especial relevo pela independência da escritora relativamente a todas as modas ou tendências que, de alguma forma, condicionam os caminhos da literatura contemporânea". Natural de Coimbra, Teolinda Gersão, de 76 anos, estudou germanística, romanística e anglística nas universidades de Coimbra, Tubingen e Berlim. A escritora foi Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, assistente na Fa…

Prémio Literário Alves Redol 2017

Silvério de Jesus Manata e Carlos Manuel Jorge Alves são os vencedores da edição deste ano do prémio literário Alves Redol, promovido pela Câmara de Vila Franca de Xira.  Silvério Manata venceu na categoria de romance pela obra “Um silêncio de sombra” e Carlos Alves na modalidade de conto, pela obra “Vozes de Burro”.
Na opinião do júri, o romance “Um Silêncio de Sombra destacou-se por ser uma obra com uma apreciável desenvoltura narrativa. Consideraram que “a inteligente utilização da ironia é um elemento decisivo para cativar o leitor”. Já em “Vozes de Burro”, de Carlos Alves, foi considerado como “um bom conjunto de contos que, através de uma abordagem realista de episódios circunstanciais da vida, se inquire sobre temas permanentes como a fragilidade física, a incapacidade da existência de uma harmonia plena e o riso como resposta à resignação”. A cerimónia de entrega do prémio literário Alves Redol irá ocorrer em Abril de 2018 nas comemorações do Dia Mundial do Livro e do Autor.




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Ano Novo

Ano Novo


Ficção de que começa alguma coisa! Nada começa: tudo continua. Na fluida e incerta essência misteriosa Da vida, flui em sombra a água nua. Curvas do rio escondem só o movimento. O mesmo rio flui onde se vê. Começar só começa em pensamento


Fernando Pessoa (1888-1935)

A poesia de Camilo Pessanha foi o tema do 2º Círculo de Leitura

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Realizou-se mais um encontro de entusiastas da literatura portuguesa, dinamizada pela Professora Anabela Amorim. Nesta sessão ficamos a compreender melhor a obra poética Clepsidra, de Camilo Pessanha.  Clepsidra, título da colectânea de poemas, é um instrumento de medição do tempo utilizado na Grécia pelos oradores. Foneticamente o título lembra igualmente "hidra", o monstro marinho devorador.
O título sugere a fragilidade da vida e da condição humana, para o fluir inexorável do tempo, que não deixa que nada se fixe na retina (poema "Imagens que passais pela retina").
Estes são os grandes temas da obra: a efemeridade de tudo quanto passa, a perda, a inutilidade do que se faz ou vive. 

Imagens que passais pela retina  Dos meus olhos, porque não vos fixais?  Que passais como a água cristalina  Por uma fonte para nunca mais!...  Ou para o lago escuro onde termina  Vosso curso, silente de juncais,  E o vago medo angustioso domina,  _ Porque ides sem mim, não me levais?  S…

Ilustradores portugueses André Letria

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André Letria nasceu em Lisboa, em 1973. Frequentou o curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
Trabalha como ilustrador desde 1992, ilustrando regularmente livros para crianças e colaborando com diversas publicações periódicas. Ganhou diversos prémios donde se destacam o Prémio Nacional de Ilustração, em 2000; o Prémio Gulbenkian, em 2004; ou um Award of Exellence for Illustration, atribuído pela Society for News Design (EUA). Está publicado em diversos países, como EUA, Inglaterra, Espanha ou Turquia.
Participou em exposições na área da ilustração infantil, como a Bienal de Bratislava, em 1995 e 2005; Bolonha, em 2002; Sarmede, em 1999, ou Ilustrarte, em 2003, 2005 (Menção Especial) e 2009. Está incluído na secção “Children’s Books” da edição de 2009 do anuário de ilustração3x3, tendo ganho uma “Silver Medal” com uma das séries apresentadas. Trabalhou como cenógrafo para a Companhia Teatral do Chiado, de 2000 a 2005. Realizou a curta metragem Zé Pimpão, o «Acelera», basea…

Escritora do mês: ANA SALDANHA

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Nasceu no Porto, em 1959. É uma escritora e tradutora portuguesa situada no domínio da chamada literatura juvenil, embora a maioria dos seus títulos pareça dirigir-se à pré-adolescência e à adolescência. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas (variante de Estudos Portugueses e Ingleses) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 1992 fez o Mestrado em Literatura Inglesa em Birmingham e em 1999 doutorou-se em Literatura Infantil Inglesa sobre a obra de Rudyard Kipling e Teoria da Tradução na Universidade de Glasgow. Participou e apresentou comunicações em congressos no âmbito da Literatura Infanto-Juvenil. Entre as obras que traduziu destacam-se Longo Caminho para a Liberdade, a autobiografia de Nelson Mandela (Campo das Letras), Uma História da Leitura, de Alberto Manguel (Presença), Quebrar o Feitiço: A Religião como Fenómeno Natural, de Daniel C. Dennett (Esfera do Caos), Até ao Fim: Destruição e derrota da Alemanha de Hitler 1944-1945, de Ian Kershaw (Dom Quixote) e…

Em dia de aniversário de Sophia de Mello Breyner Andresen

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Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.


 SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
In Dia do mar, 1947

Ilustradores portugueses DANUTA WOJCIECHOWSKA

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Nasceu no Québec, Canadá, em 1960. Danuta Wojciechowska é formada em Design de Comunicação em Zurique e em Educação pela Arte em Inglaterra.  Vive e trabalha em Lisboa desde 1984, onde dirige o atelier Lupa Design. Dinamiza oficinas de ilustração para adultos, jovens e crianças que promovem a criatividade e a literacia visual ligado ao livro infantil.
Distinguida com Menções Especiais do Prémio Nacional de Ilustração em 1999 pelas ilustrações do livro "Fala-Bicho", de Violeta Figueiredo, Editorial Caminho, 2000 pelas ilustrações do livro "O Limpa-Palavras e outros poemas", de Álvaro Magalhães, ASA. Em 2001 pelas ilustrações do livro "O Gato e o Escuro", de Mia Couto, Editorial Caminho, 2002 pelas ilustrações do livro "Mouschi o Gato de Anne Frank" de José Jorge Letria, ASA. Também em 2002 foi seleccionada pela THE WHITE RAVENS - A Selection of International Children´s and Youth Literature, com o livro "O Gato e o Escuro", de Mia Couto, E…

CONTOS E OUTROS ESCRITOS DE ANNE FRANK

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Contos e outros escritos, de Anne Frank, é uma das grandes novidades editoriais da Livros do Brasil.  A par do seu famoso diário, Anne Frank escreveu contos «totalmente inventados», fábulas, memórias e ensaios, muitos deles compilados pela própria num volume a que chamou «Contos e Acontecimentos do Anexo». A estes junta-se um outro conjunto de histórias soltas e ainda uma novela que deixaria inacabada.  Neste livro, onde pela primeira vez em Portugal se apresenta a coletânea completa desta produção literária que confirma o génio extraordinário de Anne Frank, existe fantasia e rebeldia, risos e comoção, personagens enternecedoras e audazes – e em todas elas a voz vibrante de uma menina com um gigantesco amor à vida.


https://goo.gl/QDmCsw































Círculo de Leitura

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Realizou-se hoje o primeiro Círculo de Leitura dirigido a professores e pessoal não docente sob a orientação da Professora Anabela Amorim. 
O tema central da sessão foiAfonso de Albuquerque, figura cimeira dos descobrimentos portugueses, transmitida pela visão literária dos escritores Mário Cláudio, num excerto do livro "Tocata para dois clarins e de Manuel Alegre no conto "A Pedra", da obra "O Homem do país azul".
Lemos e debatemos assuntos tão interessantes como apaixonantes, da Literatura e História de Portugal.
A atividade que será mensal, espera continuar a contar com a presença participativa de todos os interessados. O segundo encontro ficou agendado para final do mês de novembro e será dedicado à obra poética "Clepsidra" de Camilo Pessanha.

Escritor do mês João Aguiar

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João Aguiar nasceu a 28 de outubro de 1943, em Lisboa.
Passou grande parte da sua infância na Beira, Moçambique. Licenciou-se em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas, tendo trabalhado nos centros de turismo de Portugal em Bruxelas e Amesterdão.
Regressou a Portugal em 1976, para se dedicar numa primeira fase ao jornalismo. Trabalhou para a RTP e para diversos diários e semanários como: Diário de Notícias, A Luta, Diário Popular, O País e Sábado.
Iniciou a sua carreira literária em 1984, com a publicação de um dos seus romances mais emblemáticos: «A Voz dos Deuses».
Publicou quinze romances, dois livros de contos, uma obra de não ficção e três séries juvenis.
Escreveu para televisão, entre outros, os argumentos de «A Marquesa de Vila Rica» e «Os Melhores Anos». Integrou o grupo de escritores responsável pelos livros «O Código D´Avintes», «Os Novos Mistérios da Estrada de Sintra» e «Eça Agora». Coordenou a edição «Eu vi morrer o III Reich», de Manuel Homem de Mello (Coordenaç…

Prémio Literário José Saramago ao escritor Julián Fuks

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Julián Fuks, autor de "A Resistência", é o vencedor do Prémio Literário José Saramago, atribuído pela Fundação Círculo de Leitores. O anúncio foi feito ao final da manhã desta quarta-feira em Lisboa. O Prémio Literário José Saramago visa distinguir obras de ficção, romance ou novela, escritas em língua portuguesa, em qualquer país da lusofonia, devendo ter sido publicadas nos anos de 2015 ou 2016. Publicado no ano passado pela Companhia das Letras, "A Resistência" parte do drama de um país, a Argentina, depois do golpe de estado de 1976, para relatar a história de uma família que procura exílio no Brasil, de forma densa e emocionante. Este é o quarto romance publicado pelo brasileiro, considerado pela revista Granta um dos vinte melhores jovens autores do Brasil. Foi com ele que ganhou o Prémio Jabuti, o mais importante prémio literário brasileiro, na categoria de ficção, em 2016, e a Menção Honrosa do Prémio Rio de Literatura, também nesse ano.  O Prémio Literário Jo…

Chegaram livros novos à biblioteca

Lamy, Alberto Sousa (2001). Monografia de Ovar: freguesias de S. Cristovão e de S. João de Ovar. Ovar: Câmara Municipal de Ovar. 4 vol.
Neves, José de Oliveira (2009). A pesca no Furadouro (1800-1955). Ovar: João Semana.
Ferreira, Maria Isabel Moura (2009). Azulejos tradicionais de fachada em Ovar: contributos para uma metodologia de conservação e restauro. Ovar: Câmara Municipal de Ovar.
Lamy, Alberto Sousa (2009). Dicionário da história de Ovar. Ovar: Câmara Municipal de Ovar
Costa, J.A. Lopes da (2015). Casa Museu Júlio Dinis. Casal de Cambra: Caleidoscópio.
Amorim, P.e Aires (1999). Da arte da xávega de Espinho a Ovar. Câmara Municipal de Ovar
Chaves, Maria Adelaide Godinho Arala (2012). Da ria e da terra: a cale de Ovar. Porto: Afrontamento.
Tavares, André (2012). Duas obras de Januário Godinho em Ovar. Porto: Dafne
Sousa, Francisco Franco de (2015). Visconde de Ovar 1782-1856: memórias inéditas de um general liberal. Lisboa: Scribe
Dunas: temas e perspectivas: revista anual sob…

George Saunders é o vencedor do Man Booker Prize 2017

"Lincoln no Bardo", o primeiro romance de George Saunders, é o vencedor da edição deste ano do Man Booker Prize, um dos mais importantes prémios literários de língua inglesa. Saunders torna-se assim no segundo norte-americano a levar para casa o galardão, no valor de 50 mil libras, depois de este ter sido atribuído no ano passado a Paul Beatty, autor de "The Sellout" (O Vendido).  Beatty foi o primeiro escritor de nacionalidade norte-americana a receber o prémio. Baroness Lola Young, presidente do júri deste ano, explicou que o vencedor se destaca dos outros cinco finalistas “pela sua inovação” e “pela forma como foi escrito”. “Um dos jurados referiu-se a ele como fogo-de-artíficio que ilumina o céu e nos faz repensar a maneira como encarávamos coisas como a morte e o luto e nos faz reconciliar com a nossa própria e com a mortalidade dos outros, principalmente daqueles que amamos“, referiu ainda Baroness Lola Young. “Podemos ficar um bocadinho desconcertados com a …