Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta História

O Presépio

Imagem
Presépio da Oficina de Machado Castro
Presépio do Palácio de Queluz. Silvestre Faria Lobo (atrib.). Séc. XIX. Terá pertencido à rainha D. Carlota Joaquina

Um dos grandes símbolos religiosos, que retrata o Natal e o nascimento de Jesus é o presépio. De acordo com Rafael Bluteau e Cândido de Figueiredo, a palavra “presépio” provem do latim “praesepium”, que genericamente significa curral, estábulo, lugar onde se recolhe gado e que, numa outra óptica designa qualquer representação do nascimento de Cristo, de acordo com os Evangelhos [LUCAS 2: 1 a 18) e MATEUS 2: 1 a 11]. O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o S. Francisco fê-lo na floresta da cidade de Greccio, na Itália, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. O…

Dia de São Martinho de Tours

Imagem
Corria o ano de 337, no século IV, e um outono duro e frio assolava a Europa. Diz a lenda que um cavaleiro gaulês, chamado Martinho, tentava regressar a casa quando encontrou a meio do caminho, durante uma tempestade, um mendigo que lhe pediu uma esmola. O cavaleiro, que não tinha mais nada consigo, retirou das costas o manto que o aquecia, cortou-o ao meio com a espada, e deu-o ao mendigo. Nesse momento, a tempestade desapareceu e um sol radioso começou a brilhar.
O milagre ficou conhecido como "o verão de São Martinho". Desde então, por altura de novembro, o ríspido tempo de outono vai embora e o sol ilmunia-se no céu, como aconteceu quando o cavaleiro ofereceu o manto ao mendigo. É por causa desta lenda que, todos os anos, festejamos o Dia de São Martinho a 11 de novembro. 

O famoso cavaleiro da história era um militar do exército romano que abandonou a guerra para se tornar num monge católico e fazer o bem. São Martinho foi um dos principais religiosos a espalhar a fé cris…

Revolução Bolchevique: cem anos depois

Imagem
No dia 25 de outubro fez cem anos que ocorreu na Rússia a Revolução bolchevique.
Ao sinal do cruzador "Aurora", irrompe na Rússia uma insurreição que instaurou um governo revolucionário de operários e camponeses no maior país do mundo. 
Foi o culminar de um processo que tem na sua origem a contestação popular contra a autocracia czarista na Rússia (1905 e Fevereiro de 1917) e correspondeu ao mesmo tempo a um contexto crítico baseado no marxismo e na ascensão do movimento operário.
A biblioteca tem em exposição temporária livros, revistas  e gravuras que possui no seu acervo documental sobre o tema, assim como obras cedidas pela biblioteca municipal.

Círculo de Leitura

Imagem
Realizou-se hoje o primeiro Círculo de Leitura dirigido a professores e pessoal não docente sob a orientação da Professora Anabela Amorim. 
O tema central da sessão foiAfonso de Albuquerque, figura cimeira dos descobrimentos portugueses, transmitida pela visão literária dos escritores Mário Cláudio, num excerto do livro "Tocata para dois clarins e de Manuel Alegre no conto "A Pedra", da obra "O Homem do país azul".
Lemos e debatemos assuntos tão interessantes como apaixonantes, da Literatura e História de Portugal.
A atividade que será mensal, espera continuar a contar com a presença participativa de todos os interessados. O segundo encontro ficou agendado para final do mês de novembro e será dedicado à obra poética "Clepsidra" de Camilo Pessanha.

Terramoto no dia de Todos os Santos, 1 de novembro de 1755

Imagem
Gravura do terramoto de Lisboa - WIKIPEDIA


No dia 1 de novembro de 1755, dia de "Todos os Santos", pelas dez horas da manhã, um terramoto de pelo menos 8,5 graus na escala de Richter sacudiu Portugal. 
Era hora de missa e as igrejas de Lisboa estavam abarrotadas de fieis. Ao primeiro tremor, seguiu-se outro e por três vezes a cidade se viu sacudida durante seis o sete minutos, fazendo estremecer os seus alicerces. Abriram-se profundas crateras nas ruas, as pedras dos edifícios caíam sobre os transeuntes que fugiam estarrecidos. Os incêndios estenderam-se por toda a cidade, arrasando o que ainda ficara de pé. Em poucos minutos, Lisboa, que tinha amanhecido com sol e agradáveis ​​temperaturas, transformou-se num autêntico inferno. Gravura holandesa do terramoto de Lisboa - ABC


O terramoto, com epicentro no fundo do mar, a umas duzentas milhas da costa, do Cabo de S. Vicente, originou três tsunamis que atingiram a parte baixa da cidade. «O mar subiu de tal modo que muitos barcos fo…