quinta-feira, 13 de setembro de 2012

40415 novos alunos nas universidades portuguesas



educare.pt: É o número mais baixo dos últimos seis anos. Das 52 298 vagas disponíveis para este ano letivo, ficaram por preencher 12 036, o número mais alto deste 2005. As médias de Medicina desceram. Em 28 cursos, não foi preciso nota positiva para entrar e 57 licenciaturas não tiveram um único candidato. Agora é tempo das matrículas.
Este ano, os alunos souberam nove dias antes do que em 2011 se tinham conseguido ou não entrar na faculdade. As informações voltaram a ser divulgadas no site oficial do acesso ao Ensino Superior. Por colocar, estão 4 663 estudantes. Das 52 298 vagas disponíveis para 2012/2013, ficaram por preencher 12 306, o número mais alto desde 2005. As vagas utilizadas atingiram as 39 992, com 423 adicionais.

Beatriz Leal, de Lisboa, estava minimamente segura. A média de 19,3 dava-lhe um certo conforto. No sábado à noite, chegou a confirmação: tinha entrado em Medicina em Lisboa. Entrou na primeira opção. Medicina sempre esteve debaixo de olho, mas a mente estava aberta para outras áreas. A hesitação chegou no secundário. "Gosto imenso de Matemática e fiquei um bocado baralhada com as engenharias, mas não havia nenhuma que me despertasse a atenção", conta a aluna, de 17 anos. Medicina acabou por vencer e as notas acima da média deram-lhe segurança e garantiram-lhe um lugar no ensino superior.

Esta terça-feira está a tratar da papelada para se matricular no 1.º ano de Medicina. "Estou um bocadinho nervosa, mas muito entusiasmada porque vai ser um ano completamente diferente. Sei que vou ter de estudar muito, mas sei também que vou conhecer novas pessoas", afirma. E também será uma nova experiência pela passagem do ensino privado, que Beatriz frequentava, para o ensino público. Qual a especialidade que irá escolher? "Ainda não faço a mínima ideia", responde.

No ano passado, João Gomes Teixeira, de 19 anos, entrou em Biologia Marinha na Universidade de Aveiro, uma das últimas opções que colocou no boletim de candidatura. Chegou a fazer a inscrição, mas viria a anulá-la. "Não era o momento certo para ir para fora estudar", conta. Decidiu voltar ao 12.º ano para subir as notas e tentar entrar no curso que queria. Este ano, colocou Línguas Aplicadas em primeiro lugar, Línguas, Literatura e Culturas em segundo, ambas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Entrou na segunda opção com uma média de 15,7 valores. (...) Ler o resto do artigo

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